quarta-feira, 16 de julho de 2008
terça-feira, 15 de julho de 2008
Há dores que nos acompanham muito tempo da nossa vida. Nem todas são más. Há a dor de ter medo perder, de ter medo de magoar... Hoje vejo grande parte da minha vida. Não sei que pensar. Sinto dor, dor de perder, de ter medo de perder. Uma dor horrível, pavorosa, infernal.
Hoje olho para o passado. Vejo quem fui, o que tive. Oh, como sou atormentado pela dor. Olho para o que tenho agora e morro de sofrimento, tenho um medo infindável de perder o que tenho hoje. O maior medo de todos.
Não sei como vai ser daqui para a frente. Oh Deus!
Tenho tanto medo.
Hoje olho para o passado. Vejo quem fui, o que tive. Oh, como sou atormentado pela dor. Olho para o que tenho agora e morro de sofrimento, tenho um medo infindável de perder o que tenho hoje. O maior medo de todos.
Não sei como vai ser daqui para a frente. Oh Deus!
Tenho tanto medo.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
Reviravolta

escolher uma direcção outra. virar. sentir. olhar de novo. trocar de sítio. inventar esquinas. ruas. varandas. semáforos de eterno verde. cruzar-me. cruzar-te. rodar os relógios ao contrário. dançar o corpo. a alma. tocar. perder-me no avesso do mundo. seguir em espirais de caminho. seguindo em frente.
domingo, 6 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Noite sempre plo meu quarto.
Que o tempo pare, as dunas perdurem. E cantem. Bebam. Sorriam ao nada inconstante.
Oh divinal incerteza embebida na boa disposição da época.
E que se repita vezes sem conta. Ouvir sempre o mesmo. Sentir e rir. Oh rir… pedaladas de risos. E tudo ganha um encanto curioso. Portas, nocturnas, que se abrem entre janelas.
Entramos, baixo, não dizemos uma palavra, sorrimos, damo-nos. E é o escuro quente da noite, que nos enche o peito de ansiedade.
OHH, oh noites quentes de verão.
Que seja a maior invenção do homem a parar. Que os loucos persistam! Que os infiéis permaneçam na sua irreal felicidade, que por sua vez é infeliz aos olhos dos crentes.
E que os erros da escrita façam rir, ohh… ohh
Oh divinal incerteza embebida na boa disposição da época.
E que se repita vezes sem conta. Ouvir sempre o mesmo. Sentir e rir. Oh rir… pedaladas de risos. E tudo ganha um encanto curioso. Portas, nocturnas, que se abrem entre janelas.
Entramos, baixo, não dizemos uma palavra, sorrimos, damo-nos. E é o escuro quente da noite, que nos enche o peito de ansiedade.
OHH, oh noites quentes de verão.
Que seja a maior invenção do homem a parar. Que os loucos persistam! Que os infiéis permaneçam na sua irreal felicidade, que por sua vez é infeliz aos olhos dos crentes.
E que os erros da escrita façam rir, ohh… ohh
domingo, 22 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Olhá Madrogoa
“Sardinha assada, bailes pelas ruas, manjericos e versos populares: assim é a tradição portuguesa no mês de Junho.”
Como lisboeta de gema que sou não podia deixar de festejar. E Viva! Pronto, já chega. Basta. Decência, decência…
Como lisboeta de gema que sou não podia deixar de festejar. E Viva! Pronto, já chega. Basta. Decência, decência…
Outra vez te revejo,
Com o coração mais longínquo, a alma menos minha.
Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver...
(de Pessoa, por hoje ser o seu dia, a sua data)
quarta-feira, 11 de junho de 2008
tudo contigo
terça-feira, 10 de junho de 2008
Oh Noites Quentes de Verao
Sou levado a querer que é parte de mim. Parte fundamental de mim, com tanto que há por escrever.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Desperta o desejo
Eu viajei no teu corpo
Descobri o teu gosto
Deslizei no teu rosto só para te beijar
Descobri o teu gosto
Deslizei no teu rosto só para te beijar
Minha Gente. Acabou, acabou. É Verão!
Sorriam. Larguem aquela gargalhada, bem sonora, que têm contido.
Rossio, jogar poker (e não pókaralho), deitados e sentados por cima de testes! Sem roupa (ou melhor, só com a essencial), água à mistura e… e tudo é festa! Hoje tudo é festa!
Relembrem as maluquices de Verão, os dias quentes (não só do calor) e noites ainda mais quentes (e em relação às noites é que não é mesmo do calor). Festivais, gente nova, boleias de horas, banho em fontes e novas Andanças. Praia, oh praia… merecias um poema.
Infindável
Sorriam. Larguem aquela gargalhada, bem sonora, que têm contido.
Rossio, jogar poker (e não pókaralho), deitados e sentados por cima de testes! Sem roupa (ou melhor, só com a essencial), água à mistura e… e tudo é festa! Hoje tudo é festa!
Relembrem as maluquices de Verão, os dias quentes (não só do calor) e noites ainda mais quentes (e em relação às noites é que não é mesmo do calor). Festivais, gente nova, boleias de horas, banho em fontes e novas Andanças. Praia, oh praia… merecias um poema.
Infindável
domingo, 1 de junho de 2008
Estado Civil: Sol - Validade
Nós os conduzimos até à borda e pedimos que voassem.
Eles não arredaram pé.
Voem, dissemos. Eles não se mexeram.
Nós os empurrámos para o abismo.
E eles voaram.
Eles não arredaram pé.
Voem, dissemos. Eles não se mexeram.
Nós os empurrámos para o abismo.
E eles voaram.
Guillaume Apollinaire
sexta-feira, 30 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Intromissões Descaradas

Risos, conversas ouvidas em segredo, olhares e toques, estupefacção e admiração, pensamentos e divagações esporádicas. Tudo terminou com uma salva de palmas.
Os presentes, que não tiveram a indecência de sair no decorrer de tal acontecimento, levantaram-se e, como dita a boa educação (que mesmo não estando enraizada em tais individualidades, fica bem mostrar), foram presentear os convidados com vários agradecimentos. Risos e simpatiquices!
Começaram a dispersar para as suas vidas, um todo ou nada sabidas. Com elas levavam algo mais, talvez o facto de terem sido pensadas interessadas. Ali, tinham-se encontrado pessoas distintas, que não se esperavam encontrar.
A porta de madeira, gasta pelo passar dos anos, dava para o frio vazio. Do alto via-se gente que também teria acabado de sair das suas portas. Encontravam-se duas pessoas, abaixo de nós, ainda não as tínhamos avistado. Notava-se o eco.
Escondeu a cara. Teria vergonha que eu a visse em tal estado? Fez-se uso dos óculos, não quadrados com o local. Tapariam um estado de espírito. Não sabia o que dizer, o que fazer. Fiz uso do silêncio.
Uma escadaria a baixo, parei. Fiz com que não pudesse passar por mim (pelo menos naquele estado, pois dali para a frente tudo seria do conhecimento geral).
Um abraço e um beijo antes das duas pessoas, que adivinhavam toda uma multidão, questionarem o ocorrido.
Os presentes, que não tiveram a indecência de sair no decorrer de tal acontecimento, levantaram-se e, como dita a boa educação (que mesmo não estando enraizada em tais individualidades, fica bem mostrar), foram presentear os convidados com vários agradecimentos. Risos e simpatiquices!
Começaram a dispersar para as suas vidas, um todo ou nada sabidas. Com elas levavam algo mais, talvez o facto de terem sido pensadas interessadas. Ali, tinham-se encontrado pessoas distintas, que não se esperavam encontrar.
A porta de madeira, gasta pelo passar dos anos, dava para o frio vazio. Do alto via-se gente que também teria acabado de sair das suas portas. Encontravam-se duas pessoas, abaixo de nós, ainda não as tínhamos avistado. Notava-se o eco.
Escondeu a cara. Teria vergonha que eu a visse em tal estado? Fez-se uso dos óculos, não quadrados com o local. Tapariam um estado de espírito. Não sabia o que dizer, o que fazer. Fiz uso do silêncio.
Uma escadaria a baixo, parei. Fiz com que não pudesse passar por mim (pelo menos naquele estado, pois dali para a frente tudo seria do conhecimento geral).
Um abraço e um beijo antes das duas pessoas, que adivinhavam toda uma multidão, questionarem o ocorrido.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Melhor só... só... Melhor?

Podia falar dos 8 cêntimos que os portugueses, ao acordarem, daqui a um mês, terão de pagar a mais pelo combustível, contudo limito-me ao silêncio das multidões.
Darfur? Clichê! Agora o que está a dar, para além de Bacardi ao pequeno-almoço, é Myanmar ou mesmo o terramotozinho ali na China. Mas o que são 34.000 chineses mortos? Uma pechincha! E ainda se podem fazer de vítimas que realmente são, mas desta vez abrem as portas do império para mostrar a miséria, a cólera de Buda!
E depois, uns chineses mortos faz sempre bem à economia portuguesa!
Fica bem! Tem certo estilo! (diria Mário Sá-Carneiro)
Com tanta falta de tema fiquemos então pela ascensão da Dama de Ferro, a Manéla!
Darfur? Clichê! Agora o que está a dar, para além de Bacardi ao pequeno-almoço, é Myanmar ou mesmo o terramotozinho ali na China. Mas o que são 34.000 chineses mortos? Uma pechincha! E ainda se podem fazer de vítimas que realmente são, mas desta vez abrem as portas do império para mostrar a miséria, a cólera de Buda!
E depois, uns chineses mortos faz sempre bem à economia portuguesa!
Fica bem! Tem certo estilo! (diria Mário Sá-Carneiro)
Com tanta falta de tema fiquemos então pela ascensão da Dama de Ferro, a Manéla!
Melhor, Melhor!! O novo programa do Herman José (dizem que é majestoso)
sábado, 17 de maio de 2008
Nascem os rios no mar?
Entre Cafés. Sim, entre cafés foi onde tudo começou. Onde hoje tudo continua, contudo noutros cafés, noutras paragens, noutras andanças.
Sentamo-nos e ficamos indubitavelmente a observar tão curioso mundo.
Universo repleto de mudanças este. Nele, sentados a beber um café, reparamos que estamos rodeados de gente. Gente louca e insana, gente extraordinária e soberba, gente embriagada e resplandecente. Individualidades que nos passam desapercebidas... Aprendemos a apreciar o louco da esquina e o excêntrico vizinho de mesa.
Vemos o que temos e perguntamos: Quem sou? O que faço eu aqui? E para onde vou? Eternas perguntas, efémeras duvidas. Será?
Enquanto isto, o tempo passa. Ele passa por nós, nós passamos por ele… O cigarro morre lentamente no local do crime.
Sentamo-nos e ficamos indubitavelmente a observar tão curioso mundo.
Universo repleto de mudanças este. Nele, sentados a beber um café, reparamos que estamos rodeados de gente. Gente louca e insana, gente extraordinária e soberba, gente embriagada e resplandecente. Individualidades que nos passam desapercebidas... Aprendemos a apreciar o louco da esquina e o excêntrico vizinho de mesa.
Vemos o que temos e perguntamos: Quem sou? O que faço eu aqui? E para onde vou? Eternas perguntas, efémeras duvidas. Será?
Enquanto isto, o tempo passa. Ele passa por nós, nós passamos por ele… O cigarro morre lentamente no local do crime.
Há vocábulos nossos, meus e teus, do mendigo do banco do rossio e da senhora de má fama do alto da avenida. Cada uma dessas palavras (todas iguais ao primeiro olhar) têm sentidos distintos.
Para mim soberbo, curioso e interessante.
Minha mesa no Café,
Quero-lhe tanto... A garrida
Toda de pedra brunida
Que linda e fresca é!
Um sifão verde no meio
E, ao seu lado, a fosforeira
Diante ao meu copo cheio
Duma bebida ligeira.
( ... )
Nos cafés espero a vida
Que nunca vem ter comigo:
— Não me faz nenhum castigo,
Que o tempo passa em corrida.
Passar tempo é o meu fito,
Ideal que só me resta:
Pra mim não há melhor festa,
Nem mais nada acho bonito.
— Cafés da minha preguiça,
Sois hoje — que galardão! —
Todo o meu campo de acção
E toda minha cobiça.
Quero-lhe tanto... A garrida
Toda de pedra brunida
Que linda e fresca é!
Um sifão verde no meio
E, ao seu lado, a fosforeira
Diante ao meu copo cheio
Duma bebida ligeira.
( ... )
Nos cafés espero a vida
Que nunca vem ter comigo:
— Não me faz nenhum castigo,
Que o tempo passa em corrida.
Passar tempo é o meu fito,
Ideal que só me resta:
Pra mim não há melhor festa,
Nem mais nada acho bonito.
— Cafés da minha preguiça,
Sois hoje — que galardão! —
Todo o meu campo de acção
E toda minha cobiça.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



