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domingo, 1 de junho de 2008

Estado Civil: Sol - Validade

Nós os conduzimos até à borda e pedimos que voassem.
Eles não arredaram pé.
Voem, dissemos. Eles não se mexeram.
Nós os empurrámos para o abismo.
E eles voaram.


Guillaume Apollinaire

sábado, 17 de maio de 2008

Minha mesa no Café,
Quero-lhe tanto... A garrida
Toda de pedra brunida
Que linda e fresca é!

Um sifão verde no meio
E, ao seu lado, a fosforeira
Diante ao meu copo cheio
Duma bebida ligeira.

( ... )

Nos cafés espero a vida
Que nunca vem ter comigo:
— Não me faz nenhum castigo,
Que o tempo passa em corrida.

Passar tempo é o meu fito,
Ideal que só me resta:
Pra mim não há melhor festa,
Nem mais nada acho bonito.

— Cafés da minha preguiça,
Sois hoje — que galardão! —
Todo o meu campo de acção
E toda minha cobiça.